Succubus é um demónio personificado no feminino, representativo do pecado da luxúria. Uma Succubus irá tentar os homens durante o sono (no mundo dos sonhos) e ter relações sexuais com eles, sugando-lhes a alma no processo.
O homem continuará por vezes vivo, mas espiritualmente vazio.
A Succubus irá ainda usar o sémen recolhido das suas relações com homens para fertilizar mulheres, dando assim azo a uma nova geração de filhos do diabo. Para este efeito, irá pedir auxílio ao seu equivalente masculino, o Incubus, o qual tratará do processo de seduzir mulheres durante o sono e do respectivo acto sexual para a inseminação.
O mito de Succubus e Incubus poderá talvez aparecer como método para justificar a reprodução dos demónios. Sendo o milagre da vida (e portanto, a reprodução da mesma) algo atribuído a Deus, não seria no entanto razoável atribuir a Deus o milagre da reprodução de demónios e consecutivamente da existência de seres considerados demoníacos, como bruxas.
Na era medieval, quando alguém sofria de um mal grave durante o sono, ou mesmo morte durante a noite, era frequente ser atribuída a causa a uma visita de um desses demónios.
Refira-se ainda que, embora contemporaneamente estes demónios sejam retratados como criaturas belas e sedutoras, detentores de poderes de luxúria que transparecem visualmente, na época medieval eram retratados como criaturas horrendas, sendo na época o conceito de Succubus e bruxa muitas vezes sobreposto.
Mesmo outro tipo de criatura mitológica, como por exemplo os vampiros, que de certo modo partilham a ideia do contacto carnal com a vítima, acaba por ser retratado como uma criatura bela e deceptiva nos dias de hoje, mas como algo repugnante na antiguidade.
Como figura central associada ao pecado da luxúria pelo cristianismo, o demónio em questão era quase sempre considerado como a mente por trás de orgias e regra geral do pecado relacionado com actividades sexuais.










